Boas coisas pra fazer em São Paulo

Esta lista é deriva de um e-mail que eu recebi há anos atrás, que propunha 201 coisas para fazer em São Paulo. Por inspiração da minha amiga Fernanda, que achou esta lista procurando idéias sobre o que fazer em Sampa, decidi editar e adaptar a lista original, atualizando alguns tópicos e colocando minhas preferências.

A ordem não representa nenhuma prioridade ou preferência.
  
  1. Provar o bolinho de bacalhau e o chope do Bar do Leo, que, desde 1940, sai religiosamente abaixo de zero grau e com colarinho, na Rua Aurora, 100. Os bolinhos são servidos apenas no sábado, quando o Leo fecha por volta das 18h e fica o dia todo completamente lotado.
  2. Experimentar os docinhos de festa da doceira Di Cunto.
  3. Devorar uma pizza na Pizza Bráz (ou no Quintal do Bráz, da mesma rede), a melhor representação da tradição da Pizza Paulistana. E faça um favor a si mesmo e esqueça o Castelões, que já não é o mesmo.
  4. Passear na feira de antiguidades e bugigangas da Benedito Calixto, que acontece nos sábados e depois enfrentar 2 horas de fila para um almoço no Consulado Mineiro, na mesma praça.
  5. Circular pelas bancas do Mercado Municipal e consumir, sem medo de ser feliz, toda a sorte de nozes, frutas e azeitonas que encontrar pela frente. Se estiver com fome, o famoso pastel de bacalhau ou o sanduíche de mortadela do Hocca Bar são as melhores pedidas. Esqueça os restaurantes.
  6. Comer uma das especialidades do Bar Sujinho, a melhor bisteca de São Paulo, a qualquer hora da madrugada. A salada de repolho já faz parte do couvert. Este boteco, velho companheiro da madrugada, tem outros apelidos que me obrigariam a classificar esta página como conteúdo adulto... :-)
  7. Comer qualquer item do cardápio 100% árabe do Almanara do Centro (na Basílio da Gama) - só a decoração anos 50 já vale a empreitada. E esqueça aquela visão pasteurizada do Almarana nos Shoppings.
  8. Curtir lentamente o café da manhã da Deli Paris, na Vila Madalena. Um lugar super parisiense, com mesas minúsculas, atendimento péssimo e comida excelente!
  9. Provar o penne com melão e presunto cru do Spot, depois de tomar um Dry Martini no balcão, enquanto espera uma mesa. Lugar agitado, badalado, cheio de gente hiper bonita e modernos descolados. Bomba até o horário de fechar, à 1h.
  10. Curtir com calma a Livraria da Vila, tanto na matriz em pinheiros quanto a do Shopping Cidade Jardim. Se for neste, ....
  11. ... comer um hamburguer de carne Kobe acompanhado de batata rústica, na Lanchonete da Cidade do mesmo shopping. Uma bela vista da cidade, em um lugar tranqüilo e bonito.
  12. Comer empanadas e curtir a muvuca (quase) organizada do Bar das Empanadas, na Vila Madalena. Depois da expansão, a muvuca diminuiu, mas o lugar continua divertido.
  13. A melhor carne de São Paulo, direto do Uruguai, no El Tranvia.
  14. Provar os quitutes judaicos da Z-Deli na Al Gabriel Monteiro da Silva, 1350.
  15. Comer um beirute no Frevinho da R. Augusta, antes de pegar um filme no Cine Unibanco.
  16. Tomar milk shake com leite maltado no Rocket's, na rua Mello Alves, enquanto ouve os hits dos anos 50 nas mini-jukbox dispostas sobre as mesas
  17. Tomar café expresso com pão de queijo no Café Girondino, nas imediações do Mosteiro de São Bento. Bom programa para um sábado a tarde, quando o centro está vazio, mas não deserto
  18. Comer um Polpettone do Jardim di Napoli, em Higienópolis. Se pedir outro prato não diga que eu não avisei que era para pedir o polpetone.
  19. Encarar uma noitada nostálgica no Bar Brahma, nas imediações da badalada esquina da Ipiranga com a São João. Boas noites de samba pra quem gosta.
  20. Num sabadão ensolarado, encarar o Jacaré Grill completamente lotado para comer uma carne com um palmito pupunha assado. As caipirinhas são ótimas e o serviço de primeira. Diversão e paquera (30~40) garantidos.
  21. Assistir a um concerto na Sala São Paulo, que tem uma das melhores acústicas da América Latina. O jantar pode ser lá mesmo ou no La Casserole (Largo do Arouche), que dá desconto para os freqüentadores da casa. Um programa chique e diferente. A Sala São Paulo tem um estacionamento ótimo, integrado à casa. Os ingressos devem ser comprados com muita antecedência pois se esgotam rapidamente.
  22. No caminho, rir um pouco com a estátua totalmente desproporcional de Duque de Caxias (incrivelmente assinada por Victor Brecheret) plantada na av. Rio Branco
  23. Assistir a uma peça, um balé ou um concerto no Teatro Municipal
  24. Viajar até o Teatro Alfa, na Ponte Transamérica, minha sala de espetáculos preferida em São Paulo.
  25. Conferir as obras de arte do MAM (Museu de Arte Moderna), sem pressa, aproveitando para ver a programação da Oca e do MAC, todos no Ibirapuera.
  26. Visitar o Museu de Arte Sacra, na avenida Tiradentes e...
  27. ...aproveitar o passeio para conhecer a Pinacoteca, onde dá pra tomar um ótimo café. Se não tiver nenhuma exposição badalada, a Pinacoteca é um ótimo programa, com seu acervo permanente e o prédio que vale a visita, garandindo umas horas de paz e tranqüilidade. Vá de metrô (Luz).
  28. Em frente à Pinacoteca, o Museu da Língua Portuguesa. Um passeio imperdível para crianças e adultos. Um espetáculo multi-mídia tratando das influências e da dinâmica da nossa língua e vários espaços interativos, que agradam crianças e adolescentes. Não tente juntar os dois programas. Este museu consome no mínimo umas duas horas. Depois dele, no máximo ...
  29. ... um passeio pela estação da Luz, e sua arquitetura inglesa do século 19, e no Jardim da Luz, restaurado e limpo.
  30. Manter-se antenado na programação do Sesc Pompéia, especialmente os bons shows na choperia. O prédio é uma aula de arquitetura da dona Lina Bo Bardi.
  31. Conhecer o Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer. A construção foi erguida em 1989 e não caiu até hoje nas graças dos paulistanos. É fácil entender o porquê: é só comparar a obra da Dona Lina (Sesc) com o deserto de esculturas do Sr. Oscar.
  32. Conferir a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro. Aliás frequentar este lugar. Bonito e cheio de programas alternativos de música e teatro, a maioria gratuitos.
  33. Sentir-se num pedacinho do Japão no bairro da Liberdade. Comece na praça da liberdade, compre algumas coisinhas mas mercearias da Galvão Bueno e termine almoçando um Lamen autêntico no Aska (R. Galvão Bueno, 466). De metrô, chegue pela Liberdade e Volte pela São Joaquim.
  34. Esta é pra gastar tempo. Dar uma volta na linha de ônibus Machado de Assis - Cardoso de Almeida (408P), que passa por alguns dos pontos mais interessantes da capital. E é barato!
  35. Assistir a uma missa com apresentação dos padres do canto gregoriano no Mosteiro de São Bento (fundado em 1598), que acontece aos domingos, às 10h da manhã...
  36. ... na chegada ou na saída, atravessar o viaduto Santa Ifigênia, agora livre dos camelôs.
  37. Tomar chá da tarde na Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, uma das (poucas) boas coisas do Morumbi.
  38. Encostar o carro na Praça do Pôr do Sol no finalzinho de uma tarde de verão. Se der sorte (ou azar) vai ter algum Raukl cover cantando nas encostas de grama da praça.
  39. Visitar o Museu da Imigração e tentar descobrir as suas origens.
  40. Se perder na loja da Livraria Cultura do Conjunto Nacional.
  41. Participar do terror instrutivo do Instituto Butantã (http://www.spguia.com.br/butantan)
  42. Numa tarde ensolarada, tomar um chopp cremoso no Bar Pirajá, em Pinheiros. Com direito a comida de boteco da melhor qualidade.
  43. Visitar o Museu do Futebol no Estádio do Pacaembú, mesmo para quem não é um grande fã de futebol. Evite os dias de jogos.
  44. Passear pelo o Horto Florestal. Dá pra esquecer que você está em São Paulo (ok, o Horto não é tão Sampa assim).
  45. Se tiver um GPS, aproveite e vá almoçar ou jantar no Mocotó. Um restaurante que está bombando, servindo comida nordestina em um restaurante com cara de "casa do norte", mas com tratamento de alta-gastronomia, servida em pequenas porções que estimulam a degustação de muitos quitutes. Não perca o bolinho de tapioca com queijo coalho.
  46. Dar uma boa caminhada no Parque Burle Marx, no Morumbi. Com crianças, o passeio é mais legal. Um lugar meio esnobe, segregado, mas muito, muito, bonito.
  47. Em qualquer passeio de metrô, fazer uma parada estratégica na estação República para observar os painéis de Antônio Peticov
  48. Assistir à subida e descida dos monomotores no Campo de Marte, no novo Bar Brahma.
  49. Comprar coisas absurdas na Galeria Ouro Fino e, se for o caso, aproveitar para investir em uma tatuagem ou em um piercing.
  50. Fazer o circuito das lojas de decoração da al. Gabriel Monteiro da Silva. É um ótimo jeito de achar que a Tok Stok é a loja mais barata do Brasil ...
  51. Conferir o estilo art nouveau do Teatro São Pedro, na Barra Funda.
  52. Fazer um piquenique no Jardim Botânico, especialmente em um dia ensolarado da primavera. Um lugar tranquilo e bucólico, sem o agito de outros parques de SP, mas também sem o elitismo do parque Burle Marx. Atenção que ele fecha na sexta-feira santa (não somos um estado laico??), natal e ano novo!

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